Diplomata brasileiro admite que ajudou opositor boliviano a fugir

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This handout picture made available on October 19, 2014 by the Swedish Defence minister shows a dark object in the sea to the left of the tree at center (AFP Photo/Swedish Defence Handout)
O encarregado de negócios da embaixada brasileira em La Paz, Eduardo Saboia, admitiu que ajudou o senador opositor boliviano Roger Pinto, que passou 15 meses refugiado na representação diplomática, a fugir para o Brasil, onde ganhou asilo político.

"Escolhi a vida. Escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidente Dilma (Rousseff) foi perseguida", afirmou Saboia ao canal de televisão Globo.
Roger Pinto, que não tinha salvo-conduto da Bolívia para entrar no Brasil, escapou de La Paz em um carro da embaixada brasileira, escoltado por outro automóvel diplomático com militares brasileiros em uma viagem de 1.600 km, durante 22 horas, até Corumbá (Mato Grosso do Sul), na fronteira entre os dois países.
De Corumbá embarcou em um avião para Brasília, onde chegou na madrugada de domingo.
Saboia foi convocado pelo ministério das Relações Exteriores para dar explicações.
Saboia disse que decidiu ajudar o boliviano a escapar "porque havia um risco iminente à vida e à dignidade do senador".
O senador "passou 452 dias em um cubículo ao lado do me escritório (…) Havia uma violação constante, crônica de direitos humanos, porque não havia perspectiva de saída, não havia negociação em curso e (Pinto) tinha um problema de depressão que estava se agravando", disse.
"Tivemos que chamar um médico e ele (Pinto) começou a falar de suicídio", completou o diplomata.
"Me sentia como se tivesse o DOI-Codi ao lado do meu escritório. Um confinamento prolongado e sem perspectivas", contou Saboia.
Roger Pinto é considerado fugitivo pela justiça boliviana depois de ser condenado por crimes de dano econômico ao Estado. O senador se refugiou na embaixada do Brasil em La Paz alegando perseguição política depois de denunciar casos de corrupção e de supostos vínculos com o narcotráfico das autoridades.
AFP

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